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Davos |Forum Económico Mundial 23 janeiro 2016
Antoine Frérot - Davos
Fórum Económico Mundial em Davos: a Veolia reafirma o papel central da economia circular e defende favoravelmente um preço para o carbono.

Em Davos, um fórum de discussão para os líderes económicos mundiais, Antoine Frérot, presidente e CEO da Veolia, continuou a destacar as prioridades do Grupo na luta contra as alterações climáticas.
 

O futuro dos negócios será definido pela colaboração

 

“O futuro dos negócios também precisa de ser visto através do prisma de novas parcerias”
 
A rápida globalização, a concorrência feroz, a mudança social, avanços tecnológicos, a escassez de matérias-primas; as empresas precisam de se reinventar continuamente para lidar com esta série de desafios. As inovações técnicas, comerciais e financeiras tendem a ser o foco de atenção; as parcerias inovadoras menos. E no entanto estas últimas não são menos indispensáveis que as anteriores.
 
O futuro dos negócios também necessita de ser visto através do prisma de novas parcerias. Expandidas, criativas, parcerias atípicas. Parcerias que reúnem diversas partes interessadas e que abrangem temas inesperados. Parcerias que são uma fonte de crescimento, inovação e legitimidade.
 
Vamos tomar o caso da economia circular - uma economia que transforma sistematicamente resíduos em recursos úteis. Esta economia da colaboração intersectorial multiplica o número de interfaces entre as várias actividades. Porque os resíduos de uma pessoa tornam-se matéria-prima de outra pessoa, alguém necessita de os tratar e fornecer um link para um potencial cliente que está disposto a adquiri-los.
 
Já não é uma questão de simplesmente eliminar resíduos, mas sim de os integrar no ciclo de produção sob a forma de recursos renováveis. Por outras palavras, encontrar os agentes económicos que estão interessados nos resíduos como matérias-primas ou de energia secundária. Por isso, o aumento de novas parcerias que são condutoras de novo crescimento - crescimento que é limpo, sustentável e partilhado.
 
Por exemplo, a metanização fornece a recuperação tríplice de resíduos orgânicos, produzindo eletricidade, calor e melhorias do solo. A fim de conseguir isso, as parcerias têm que ser formadas entre a indústria, os municípios e os agricultores, que emergem como vencedores. Estas parcerias promovem uma economia local, entrelaçando empregos locais com recursos locais e costumes locais.
 
Outro exemplo é fornecido pelas cidades inteligentes (smart cities) - uma cidade que depende da participação activa dos cidadãos e da troca de informações em tempo real. As novas tecnologias tornam possível para os utilizadores e os serviços públicos de interagir imediatamente e permanentemente; juntando os decisores, os operadores e os consumidores; eles instituem uma cultura urbana mais participativa.
 
Graças aos contadores inteligentes (smart metering), smart phones e dispositivos móveis, os habitantes das cidades tornaram-se transmissores de dados, interagindo com as redes da cidade; onde anteriormente eram passivos, estão agora activos, "micro-operadores" de infra-estruturas urbanas. Além de gerirem os seus consumos pessoais de água, electricidade ou de consumo de calor, os moradores tornaram-se guardiões da cidade, ajudando a garantir que a execução é correcta.
 
Vários municípios encorajam os residentes a enviar uma imagem de localização geográfica (geolocated) sempre que detectarem uma boca-de-incêndio danificada ou um recipiente de lixo cheio. Graças à revolução digital, as novas ligações entre comunidades, empresas, associações e indivíduos estão a tornar-se fontes de criação de riqueza.

Embora a recolha massiva de informações, combinada com o poder analítico do Big Data (análise, captura, tratamento de dados, pesquisa, partilha, armazenamento, transferência, visualização, consulta e informação), ter transformado a relação entre cidades e os seus habitantes, tornou também as empresas mais abertas. Reduzindo os custos de comunicação e transacções entre as empresas e os seus parceiros, seja perto ou longe, a revolução digital está a redefinir e a redesenhar as fronteiras dos negócios. Dado que o negócio sempre foi feito de uma mistura de partes interessadas, a sua unificação em parcerias de constante evolução não é uma surpresa.
 
Além do círculo interno formado por colaboradores, accionistas, clientes e fornecedores, e o segundo círculo composto por banqueiros, seguradoras e o governo, um terceiro círculo que compreende inúmeras organizações está agora a emergir; inclui associações, municípios, regiões, universidades, fundações, etc. Para as empresas, a área de intervenção do negócio é agora potencialmente muito maior do que tem sido tradicionalmente.
 
A inovação está quase sempre no coração dessas novas parcerias. Ela é específica na medida em que promove a participação dos cidadãos e supera a fragmentação entre os serviços públicos, agentes locais e funções, em contraste com a economia pré-digital, em que os canais foram altamente segregados. Graças a iniciativas múltiplas dos stakeholders, as regiões estão a estabelecer uma tensão criativa entre o sector público, o sector sem fins lucrativos, empresas e residentes, nos lugares onde estes se podem encontrar, cooperar e inovar.
 
Por exemplo, o TUBÀ, espaço de experimentação urbana em Lyon está aberto ao público em geral, e é projectado para experimentar projetos originais baseados na exploração de dados urbanos e os testes de modelos de negócios relacionados. É apoiado por uma ampla parceria que reúne as empresas internacionais, startups, PME’s, centros de investigação e escolas da região metropolitana de Lyon. O foco deste trabalho de laboratório colaborativo inclui a monitorização ambiental, smart housing e equipamentos urbanos inteligentes. As parcerias deste tipo são um poderoso motor da mudança económica. Além disso ajudam as empresas a antecipar e detectar os sinais fracos do presente que detêm as chaves para o futuro.
 
Mas além de criação de valor económico, as empresas também precisam de criar valor social. De facto um número de clientes está a solicitar o seu envolvimento em projetos de solidariedade que as levam bem além da sua zona de conforto profissional. Foi com isso em mente que em 2015, a Veolia juntou forças com a Ashoka, a primeira rede global de empreendedores sociais, para promover a criação de organizações de solidariedade financeiramente sustentáveis em torno de temas como o ambiente, as smart cities e os eco-bairros.

Start-ups promissoras já foram lançadas nas incubadoras de empreendedorismo social na Cidade do México, Lyon e Toulouse, visando objetivos muito diferentes: providenciando cursos para aplicações web para jovens sem qualificações; promovendo a reutilização de produtos eléctricos - ainda só com 2% de reutilização em França; evitando o excesso de endividamento através da educação financeira das famílias de baixos rendimentos e ajudando as pessoas a gerir o seu consumo de água.
 
A solidariedade, o desenvolvimento sustentável, o diálogo intercultural; ideais que atravessam a sociedade e se espalham para o mundo corporativo e o questionam, a tal ponto que este necessita de abraçar causas que podem parecer estar além das suas preocupações, mas que na verdade são cruciais para o seu futuro. Porque nenhuma entidade económica pode resistir sem abordar os apelos urgentes do seu tempo. Além de criarem valor económico, espera-se que as empresas actualmente estejam interessadas em outros assuntos. Isto é particularmente verdadeiro para as grandes empresas: ser questionada é uma das obrigações da liderança.
 
Sem dúvida, o futuro vai ser escrito pelas energias renováveis, inteligência artificial, nanotecnologia e tecnologia digital. Mas também será escrito por novas parcerias. Neste novo mundo em que nenhuma posição pode ser considerada definitiva, as empresas que não construírem novas sinergias com os agentes económicos e sociais em torno delas são susceptíveis de perder avanços estratégicos, negligenciando mercados emergentes com potencial de crescimento ou serem deixadas para trás. Para as empresas, o futuro tem sido sempre uma experiência de fronteira. Actualmente, as novas parcerias constituem uma dessas fronteiras.
 
Texto: Antoine Frérot, Chairman e CEO, Veolia Environnement, publicado no site do World Economic Forum:
> http://www.weforum.org/agenda/2016/01/the-future-of-business-will-be-defined-by-collaboration



 
Smart Waste Portugal 3 julho 2015
Smart Waste Portugal
 O RESÍDUO COMO RECURSO

O Smart Waste Portugal tem como objectivo a criação de uma plataforma que potencie o resíduo como um recurso, visando actuar em toda a cadeia de valor do sector para potenciar e promover a investigação, o desenvolvimento e a inovação e promover a cooperação entre as diversas entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, integrando a Veolia os seus quadros efectivos.

A cerimónia de lançamento da SWP realizou-se no dia 3 de Julho 2015, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, na presença do Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva.
O evento teve como orador convidado Jean Pierre Hannequart, presidente honorário da ACR+ Association of cities and regions for recycling and sustainable resource management e anterior diretor do IBGE - The Brussels Institute for Management of the Environment, e o Professor Augusto Mateus em nome da Augusto Mateus & Associados, entidade responsável pelo estudo sobre o contributo da economia circular para o desenvolvimento socioeconómico e ambiental em Portugal.
 
COP21 6 junho 2015
COP21
“Debate global de cidadãos sobre os problemas do clima e da energia no âmbito da preparação da COP21” 

Desde as conferências climáticas de Varsóvia (COP19) e Lima (COP20), os governos comprometeram-se a comunicar previamente os esforços que pretendiam efectuar. Estes compromissos foram expressos em documentos (Contribuições Nacionalmente Determinantes ou INDC - Intended Nationally Determined Contributions). Em cada contribuição, cada Estado pode apresentar os seus objectivos de forma clara aos restantes países antes da COP21 de Paris a realizar em Dezembro de 2015 na capital francesa.

Foi tendo presente este enquadramento que foi organizado pelo Instituto de Ciências Socias da Universidade de Lisboa no dia 6 de Junho, com o apoio de vários parceiros, entre os quais a Veolia, um debate global de cidadãos sobre os problemas do clima e da energia envolvendo 100 pessoas em 100 países participantes. Esta foi uma iniciativa mundial que decorreu simultaneamente em 100 países diferentes e teve como objetivo fazer ouvir a voz dos cidadãos sobre estes importantes temas. Permitiu, numa primeira parte, passar informação aos cidadãos sobre os assuntos que estão a ser negociados a nível internacional e, numa segunda parte, ouvir a sua opinião. Deste modo, os cidadãos poderão exercer a sua influência sobre as decisões que serão tomadas na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), que se realizará em Paris em Dezembro deste ano.

Os participantes no debate foram convidados a expressar a sua opinião de forma presencial votando sobre 30 questões relacionadas com os temas. Os resultados deste debate global de cidadãos serão disponibilizados online e comunicados não só aos negociadores da COP21, mas também a governos, funcionários da administração, instituições europeias e das Nações Unidas, autoridades locais, empresas, etc.
 
>Ver mais:
COP21: Veolia campaigns for a low-carbon economy

 
Green Project Awards 2015 01 - 28 fevereiro 2015
Green Project Awards 2014
O Green Project Awards (GPA) é um projecto considerado pioneiro em Portugal, tendo sido criado pelo grupo GCI, em parceria com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, tendo como missão premiar e reconhecer as boas práticas em projectos que promovam o desenvolvimento sustentável.

O Green Project Awards Portugal prepara-se para entrar na sua 8ª edição. Após a recepção de mais de 1000 candidaturas e a distinção de mais de 80 projectos e iniciativas.

A Veolia Portugal apoia uma vez mais os Green Project Awards na sua edição de 2015.

O Green Project Awards Portugal 2015 tem como objetivos:

Premiar e reconhecer boas práticas em projetos, implementados em Portugal, que promovam o desenvolvimento sustentável, como complemento ao movimento de sensibilização para as temáticas da sustentabilidade, alertando e consciencializando a Sociedade Civil para a importância do equilíbrio ambiental, económico e social;

Dar visibilidade às entidades, empresas, pessoas e/ou instituições que identificaram uma oportunidade no apoio e promoção da sustentabilidade e que atuaram positivamente na construção do desenvolvimento sustentável;
Envolver os jovens, tanto a nível individual como a nível associativo, condicionando os seus comportamentos e atitudes, adotando e criando práticas sustentáveis;

Reforçar a sustentabilidade com vista a uma repercussão positiva no comportamento dos cidadãos e decisores em geral, fazendo da inovação e eficácia um caminho para a sustentabilidade.