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 15 Jun. 2023 



 

 

 

- **Com uma capacidade de 550.000 metros cúbicos por dia, esta estação de dessalinização por osmose inversa vai permitir abastecer cerca de 210 mil habitações.**
- **O projeto assenta nas mais recentes tecnologias que, em comparação com as disponíveis na década de 1980, que privilegiavam a dessalinização térmica, permitem reduzir em 80% os consumos de energia.**
- **A instalação começará a ser construída no 2º semestre de 2023 e entrará em funcionamento em 2025.**

A Veolia, enquanto referência mundial na área das tecnologias de água, vai liderar, através da sua subsidiária SIDEM, o consórcio responsável pelo projeto de engenharia, *procurement* e construção (EPC) da dessalinizadora Mirfa 2, um projeto da Companhia Nacional de Energia de Abu Dhabi (TAQA) e da ENGIE.

Esta estação de dessalinização utiliza as mais recentes tecnologias de osmose inversa (M2 RO) e será a terceira maior dos Emirados Árabes Unidos (EAU). Com uma capacidade de produção de 550.000 metros cúbicos de água potável por dia, a futura dessalinizadora irá fornecer água para consumo humano a aproximadamente 210.000 habitações, sem esquecer a componente da eficiência energética. A instalação começará a ser construída no 2º semestre de 2023 e entrará em funcionamento em 2025.

A maioria da água para consumo humano nos EAU provém do mar. Para gerir o aumento da procura no consumo de água e para compensar o envelhecimento das infraestruturas pré-existentes, na sua maioria estações de dessalinização térmica, o país decidiu investir nas mais recentes tecnologias, que permitem conciliar um aumento de capacidade de produção com a redução dos consumos de energia.

Confiando na já longa experiência da Veolia na área da dessalinização, com instalações em funcionamento em vários pontos do mundo, a estação Mirfa 2 irá adotar as mais recentes inovações ao nível ambiental e de eficiência aplicadas à dessalinização. Com recurso a processos tecnológicos avançados, a nova instalação fará dessalinização por osmose inversa, o que se irá traduzir em significativos ganhos de eficiência, nomeadamente ao nível da redução dos consumos de energia e aumentos de produtividade. Estas novas tecnologias permitem cortar os consumos de energia em 80%, em comparação com as disponíveis na década de 1980, que privilegiavam a dessalinização térmica.

*“É crucial fazer crescer as capacidades de dessalinização de uma forma sustentável, uma vez que fazem parte do conjunto de soluções necessárias para combater a escassez do recurso água (...) Com a Osmose Inversa Mirfa 2, a Veolia continua a elevar a fasquia dos referenciais ambientais e operacionais para a área da dessalinização, de forma a contribuir para a transformação ecológica do setor, que tem feito um progresso muito significativo nos últimos anos.”* afirmou **Estelle Brachlianoff, CEO da Veolia.** *“Esta estação de dessalinização integra um projeto maior que nos últimos 18 meses envolveu outras quatro unidades de dessalinização inovadoras e que irão levar água potável a mais de 6 milhões de pessoas na Arábia Saudita, Umm Al Quwain (UAE), Barein e Iraque. Estes projetos reafirmam a nossa posição de liderança na área das tecnologias de água e o nosso compromisso em reforçar a nossa experiência e capacidades de inovação de forma a fornecermos soluções seguras, acessíveis economicamente e ambientalmente sustentáveis".*

A dessalinização por osmose inversa, que é baseada em filtração por membranas, é hoje a solução tecnológica mais utilizada em países com desafios de escassez de água, na medida em que reduz os consumos de energia associados ao processo. Desde 1970, a SIDEM, subsidiária da Veolia, tem-se especalizado nesta área, sendo hoje responsável por cerca de 8 milhões de metros cúbicos de água dessalinizada por dia.