A Veolia é pelo segundo ano parceira para a descarbonização do Estoril Open, um dos eventos mais prestigiados do calendário desportivo português, e parte da tour ATP, que este ano se realiza de 18 a 25 de julho e cuja apresentação decorreu no dia 23 de junho.
Após um primeiro ano com foco no cálculo da pegada, de forma a estabelecer um ponto de partida, este segundo ano centra-se na implementação de um conjunto de medidas de redução.
A parceria para a descarbonização entre a Veolia e o Millennium Estoril Open abrange o diagnóstico inicial, cálculo da pegada de carbono (Scopes 1, 2 & 3) e roteiro de descarbonização do torneio, até à edição de 2027 (inclusive). A definição de planos de ação para mitigação da pegada envolve um trabalho conjunto e próximo de vários stakeholders.
Neste âmbito, uma das prioridades de 2026 é a eficiência energética do torneio. Um dos primeiros passos começou a ser dado logo na fase de montagem do recinto, com o envolvimento dos vários fornecedores para a colocação de equipamentos mais eficientes. O impacto dessa ação será medido e avaliado, de forma a incentivar cada vez mais fornecedores a tornarem-se parceiros na transformação ambiental do evento.
Outra medida muito significativa é a monitorização inteligente do consumo de energia durante o torneio. Através dos chamados analisadores de energia, que são sistemas de acompanhamento dos consumos em tempo real, a definição dos perfis de consumo será muito mais concreta. Dessa forma, serão identificados os picos e padrões de consumo durante os 9 dias de torneio. Este trabalho de monitorização não é apenas uma medida pontual – é o alicerce para reduções progressivas nos próximos anos e a base para um plano de eficiência energética eficaz.
Ao nível do scope 1, as ações com mais impacto passam por reduzir a intensidade de emissões dos sistemas temporários de produção de energia, seja por via de um melhor dimensionamento, seja do combustível utilizado. Por exemplo, a substituição do combustível dos geradores, atualmente fóssil, por um combustível HVO (Óleo Vegetal Hidrotratado), 100% renovável, tem um potencial de redução até 80% das emissões de Scope 1.
Outras medidas, também em parceria com outros parceiros Cascais Ambiente EMAC e Sociedade Ponto Verde, como a separação seletiva de resíduos e a valorização orgânica dos resíduos das zonas de restauração, tendo em vista a produção de energia e composto agrícola, serão também implementadas.